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Fake Plastic trees

| quinta-feira, 8 de maio de 2014 | 2 comentários |
Recomeçando...


Primeiramente esse texto iria ser em inglês, então eu pensei... Por que fazer em inglês? Por que eu quero que algumas pessoas não peguem esse texto para ler? Não sei, então apaguei tudo o que tinha escrito e decidi escrever em português mesmo e mudar o lugar do qual vou postar esse texto, no meu velho e finado blog que quero acabar de ressuscitar.
Eu tinha pensado em começar esse texto falando sobre músicas para momentos da vida, todos os momentos da vida merecem uma musica especial e eu estava pensando que talvez eu faça isso por que eu realmente não sei como colocar em palavras como me sinto.
O pior foi me dar conta de que não existia música para como me sinto, então lembrei de uma que se encaixa e essa música é Fake Plastic Trees... Mas eu já tinha ouvido um monte de gente dizer que ela não faz sentido. O interessante é que ela faz...
Faz sentido se você estiver no mesmo sentimento dela, se prestar atenção a letra e ao clipe, ela só faz sentido com um todo.
Ela é como me sinto agora, mas ao invés de simplesmente usar ela como exemplo eu vou tentar descrever como me sinto e se você entender talvez entenda como é o sentido dessa música...
Para começar eu me sinto sozinha agora, exatamente como num clipe, se as alegrias fossem as coisas coloridas do clipe, eu seria o homem caminhando entre elas e sabendo que as vezes a minha dor é aquilo que eu não posso suportar.
Não sinto vontade de nada além de encurtar o meu mundo, limitar meu espaço a cama e aqui ficar. Onde os sentimentos se confundem, onde eu quero chorar e quero que pelo menos exista alguém para me abraçar ao mesmo tempo que me sinto desgastada de tudo isso.
Ou vi dizer que dormir é uma pequena morte e que por isso pessoas deprimidas costuma dormir tanto. Mas ao mesmo tempo eu acredito que talvez elas só queiram escapar de um pesadelo na vida real embarcando em um sonho que possa curar pelo menos um pouco de suas feridas.

É só que talvez a música é dolorosa e complexa, assim como é a vida.

Uma carta

| terça-feira, 12 de março de 2013 | 1 comentários |

Hoje...
Me foi dito uma vez que esperança é a última que morre, talvez seja por que no fundo, mesmo que nos magoe, mesmo que nos mude, mesmo que a dor seja tão insuportável a ponto de você fazer qualquer coisa para parar, a esperança de que as coisas melhorem sempre irá existir.
As vezes é estranho olhar para frente, para o homem que um dia eu amei e perceber que ele se tornou um estranho. Por que estou escrevendo essa carta? Você sabe, me conheceu tão bem antes, que imagina que eu não conseguisse escrever cartas ou bilhetes por causa da minha “doença”, mas eu estou fazendo isso só para te mostrar que você não me conhece mais, que não adivinha mais os meus pensamentos e ações.
Você deve achar que eu não perdoei você, mesmo que não tivesse existido um pedido de desculpas, mas eu perdoei e compreendi, porém isso não muda o que aconteceu e você não fez nada para mudar o que aconteceu, a única pessoa que podia concertar as coisas era você, mas você fez tudo errado e nos terminamos.
Eu mudei por causa do que aconteceu, não acredito mais no amor, não confio mais em quase ninguém, não confio mais em você, tenho cicatrizes enormes em mim que me lembram o que aconteceu o tempo todo e... Acho que eu ainda amo você.
Mas uma das coisas que eu aprendi é que amar não é o suficiente, não sei por que você faz o que faz, mesmo que diga que é por amor, não sei se consigo acreditar que você me ama. Eu nunca fui uma prioridade para você, minhas chantagens e meus pedidos de carinho nunca te alcançaram, por que você sempre escolhia qualquer outra coisa além de mim.
Eu sofri, claro... Pensei em matar e talvez seja por isso que você ficou tão frio, por que eu sou um idiota que desiste das coisas fácil. Mas, desistir de você foi a coisa mais difícil, mesmo com a sua ajuda indireta, que eu tive que fazer e a mais dolorosa também.
Você demorou para perceber o que se passava dentro de mim, só viu que tinha me perdido quando eu terminei o namoro, mas eu sempre me pergunto, teria feito diferença se eu dissesse que você estava me perdendo? Que eu estava me desapegando de você e que você estava facilitando isso para mim?
Não sei se mudaria as coisas, mas como você acha que fez isso? Você fez sem notar, eu deixei de ser importante na sua vida a muito tempo e quando isso aconteceu eu tive que soltar você para não afundar. Eu ainda tenho uma vida toda pela frente, sei que talvez eu nunca mais ame ninguém, mas não me importo.
Lembra quando eu cantei para você a música “Equalize” da Pitty? Ela dizia, “Até parece que você já tinha o meu manual de instruções por que você decifra os meus sonhos”. Lembra quando eu dizia que você me conhecia mais do que ninguém e que eu não tinha medo de mostrar os meus problemas para você? E o quanto aquilo parecia que daria certo para sempre... O sempre que sempre acaba.
Você não me conhece mais, e é triste pensar que você quis assim, que os nossos sonhos viraram cicatrizes em mim. Eu não reconheço mais você, que não é mais o garoto doce que dizia que a única coisa que queria era me fazer feliz, que dizia que queria fazer parte do meu mundo e me conhecer mais do que qualquer outro.
Minha visão sobre ti mudou, eu não vejo mais o carinho ou amor nos seus olhos, vejo apenas indiferença e frieza e um aperto no peito que me faz não querer te ver mais. Por que você não é mais quem eu amei, essa pessoa morreu e eu ainda estou de luto por ela.
Eu tenho muita coisa guardada dentro de mim que poderia te falar, mas tudo dói tanto e você não quer saber. Você tem sua vida, suas prioridades e eu não pretendo voltar para ela, não quero mais o segundo lugar. Algumas vezes temos algo muito valioso e que pensamos que nunca vai nos deixar, e usamos tanto aquilo, que ele se quebra, sem concerto, se perde no esquecimento e mesmo sendo importante, morre.
E é assim o nosso amor, ele está quebrado e perdido no tempo e por mais que um dia eu tenha sentido vontade de arrumar ele, perdeu o significado quando eu via que teria que arrumar tudo sozinho. Eu espero que seja feliz e espero que nunca sinta o que eu senti e nem tenha arrependimento por não estarmos mais juntos, o pior do arrependimento é não poder voltar ao tempo e concertar tudo.

Um coração


Passado

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Ah, como eu queria que o presente apagasse o passado
Como queria curar essas cicatrizes desse coração maltratado
E dizer que as lições da vida eu pude aprender
E que agora, nunca mais irei sofrer

Aprendi que aquele que eu mais quero, me deixará sozinho
E os sonhos e a esperança eu fui perdendo pelo caminho
Hoje eu sou o monstro do pesadelo infantil
A mercê da minha mente, um ser vil

Minha mente e meus pensamentos são misteriosos
Onde todos a minha volta são mentirosos
Dizendo que o futuro ainda está por vir
Enquanto os meus joelhos estão fartos de cair

Nunca terei alguém que fique comigo sem eu pedir
Que enquanto eu choro, me faça sorrir
Que devolva a minha esperança e que me torne prioridade
Ser a primeira escolhida, a esperança e a surpresa trás felicidade

Quem eu era antes venho a morrer
Quando senti minha alma desvanecer
Hoje sou a sombra infeliz
Sou aquela que nada, de fato, diz.


| sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 | 0 comentários |

O tolo

Sou o grande erro cometido
Sou a dor do amor sofrido
Minha alma está quebrada dentro de mim
Por que o passado me fez sofrer assim

Amor, antes um sentimento puro e sonhador
Agora a riqueza de um tolo sofredor
Que amagar sozinho no escuro
A fácil e tão cruel queda de seu muro

Sozinho ele há de chorar
A histeria, seus sonhos roubar
A realidade, irônica, voltando a sorrir
Dizendo que o amor sabe mentir

E o sonhar não terá mais sua vez
O tolo não consegue ser feliz, desde que sua alma se desfez
Ferida que só o outro pode curar
E que ao invés disso, por “amor” prefere matar

E a alma do tolo destruída
Nunca mais portará vida
Ele nunca mais irá sonhar
Nunca mais confiará na pureza do amar
E o tolo é só um tolo a vagar, jogando seus sonhos na areia, bebendo suas lágrimas e no final de tudo, mesmo que isso oculte seus sentimentos e que ninguém saiba o quanto ele foi forte... Ele ainda consegue sorrir.


Uma carta de um irmão ao outro

| segunda-feira, 30 de julho de 2012 | 1 comentários |


Para a Dor...

Querido irmão, estou de volta para junto de ti, infelizmente nossa irmã não me quer mais morando com ele. Sei que ao menos ao seu lado em tenho um lugar, sei que mesmo que chores e eu não possa secar suas lágrimas, aqui estou eu pedindo um abrigo.
Não me deixes para trás, deixe que eu te sinta para me fazer presente. Eu não existo sem ti, não há um só lar no qual nos dois temos habitados e tu és o único que me aguenta por um tempo ainda mais longo. Já tive você na saudade, já tive você na distancia... Já tive você em muitos mais momentos do que a Felicidade, nossa irmã, ela ainda vive o sonho que pode ser eterna.
Que ela continue sempre insistindo, nossa outra irmã, a Esperança, sempre está lá para alimentar suas loucuras... Mas eu não faço mais isso, teve um dia sim, que nos três ficamos juntos no castelo da Ilusão... Mas não é mais assim, agora eu acordei irmão, sei que meu lugar é ao seu lado.
Não existo sem ti... E a nossa irmã fica insuportável quando eu estou por perto. Ela teve a ousadia de me dizer que você me estragava, e eu digo que não... Digo que você apenas me faz mais necessário. Por favor, irmão... Deixe apenas mais uma vez... Consolá-lo.

Assinado: Seu querido e sempre presente irmão, Amor.

(PS: Sei que andei um pouco afastada, talvez tenha perdido muitos leitores e peço desculpas por isso... Eu estava realmente vivendo no tempo que parei de escrever... Eu estava feliz, foi um sonho, longo... Mas ainda sim um sonho - Vou deixar meu Tumblr, para quem quiser acessar, obrigado a todos os leitores que permanecem: http://charonnun.tumblr.com/ )

O Voar da Borboleta

| sexta-feira, 2 de setembro de 2011 | 0 comentários |


Quero ser o louco que grita e diz o que quer...
Quero chorar na frente de todos sem que me questionem...
Não posso obrigar... Mas posso chorar no escuro do quarto

Quero dançar quando ninguém estiver olhando...
Quero lamentar minhas dores e meus anseios frágeis...
Mas não posso obrigar que seque minhas lagrimas...

Eu não posso morrer... Não posso me calar sobre o que sinto...
Não posso dizer o quanto desprezo a forma de mundo encaixada nas pessoas...
Sempre tenho que dizer e nunca posso ouvir...

Eu não tenho opinião... Sou um espelho que nada sente e que tudo se refle...
Os meus direitos não são dos outros... Eu sou aquele que é questionado e nunca questiona...
Eu vou calar a dor no meu coração, eu posso afoga-la com as minhas lágrimas, posso fingir que elas nunca existiram...

Pergunte-me onde dói... Pergunte-me por que estou triste, me traga um lenço para que eu chore...
Meu silêncio é uma forma, de sufocar minhas tristezas um meio que estava dando certo... Um meio que mudou apenas do meu lado e que retorna aos poucos.
Não faz sentido...
Não faz sentido algum...
A borboleta que se joga na chama da vela e morre aos poucos em seu último voo brilhante.

O Mago das Ilusões e o Palhaço em: Espaço

| terça-feira, 7 de junho de 2011 | 1 comentários |

O Mago das Ilusões, esse mesmo o seu nome, e não havia como descreve-lo, porque ele não tem um rosto e nem uma forma, ele é apenas uma sombra de todas as ilusões perdidas do mundo. Quem nunca teve uma ilusão e depois a jogou fora? E ele caminhava procurando o Palhaço que estava em algum lugar desconhecido.

O Palhaço se lembrava, que o Mago das Ilusões era seu esqueleto no armário, apenas ele via o Mago, apenas ele ouvia o Mago. E o inverso era o que acontecia. O mundo não precisava mais dos dois, então eles deixaram de existir para o resto, existindo apenas um para o outro.

- O que diabos está fazendo? – interrogou o Mago, ele estava parado com as mãos na cintura enquanto olhava a cena.

Nesta cena o Palhaço traçava um circulo de giz branco no chão. Era um circulo de uns 3 metros de diâmetro. Ele fazia bem devagar e não deixava entortar nem um pouco, sempre apagando quando errava e saia torto. Ele não respondeu ao Mago, e quando terminou deu aquele seu sorriso bem bobo.

- Prontinho essa é a minha bolha proxêmica. Ela não ficou bonitinha? – o palhaço respondeu.

Quando ele terminou de responder começou a andar em torno da bolha, feliz da vida, como se tivesse acabado de criar alguma coisa importante. O Mago, por outro lado, estava tentando ao máximo não morrer de rir.

- Uma bolha proxêmica? Você desenhou uma bolha proxêmica? Essa é sem dúvida a coisa mais idiota que você já fez. Você não serve para raciocinar, deixa que eu faço isso para você da próxima vez. – o Mago ainda ria, enquanto suas palavras era seguidas por pausas longas, ele parou de rir quando terminou de falar.

- Você está é com inveja por que a sua bolha proxêmica é imaginaria e ninguém respeita, as pessoas sempre estão invadindo o seu espaço, agora comigo vai ser diferente.

O Mago andou em torno da bolha proxêmica do amigo, ele olhou para o desenho bem feitinho no chão, e quase riu de novo, logo ele saltou para dentro ficando do lado do outro. O Palhaço curvou as sobrancelhas, olhou para fora do circulo e depois para dentro, repetindo o gesto mais três vezes antes de começar a chorar.

- Você... Você invadiu... Minha bolha! – ele ainda chorava esfregando as mãos nos olhos.

- Sua anta, a bolha proxêmica é imaginária! – o Mago gritou sacudindo o outro pelos ombros. – Todo mundo vai invadir, as pessoas nem olham para o chão. Você nem sabe o que é uma bolha proxêmica.

- O... O que... É? Então? – o Palhaço ainda soluçava.

- Uma bolha proxêmica é aquele espaço que as pessoas dão uma das outras para não ficarem grudadas, é o chamado espaço educado. Entendeu agora? Essa linha no chão, não é uma Bolha Proxêmica, é apenas um circulo feito de giz.

- Ah... Então talvez seria melhor fazer ela como uma parede de plástico né? Ou algo de ferro que dê choque... Eu preciso de ferro e eletricidade. Me ajuda? – pediu o Palhaço.

O Mago bateu com as mãos no rosto e começou a contar até dez. Ele soltou o Palhaço, e saiu andando para fora do circulo, enquanto o Palhaço começava a segui-lo. 

- Vai me ajudar? – repetiu o Palhaço.

- Eu desisto de você, enfie o dedo na tomada e morra de uma vez. – Mago gritou.

- Mas e ai quem vai conversar com você... Eu te amo Mago. – disse o Palhaço abraçando o Mago.

- Ei... Sai fora, bolha proxêmica, lembra? Desencosta... Desgruda...

- Vamos dividir uma bolha proxêmica?

- Falar com  você é como falar com a parede...

- Vamos vai? Vamos... Diz que sim? – disse o Palhaço insistindo.

E assim os dois continuaram aquela discussão, chegando a conclusão, que talvez a bolha proxêmica seja apenas mais um risco no chão.