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Uma Carta para você

| segunda-feira, 30 de novembro de 2009 | 2 comentários |

Queria dizer muitas coisas, coisas que palavras não podem descrever com fidelidade. Como posso descrever em palavras a grandeza da dor de uma rejeição? Pior ainda, da dor de um abandono? Escrevê-lo-ia enquanto fosse possível que lesse se estivesse presente em minha vida.

O que é a confiança? Um dia eu disse que ela jamais morreria, que quando amamos a confiança é eterna, estava enganada, a confiança pode morrer. Como morre meus sentimentos a cada palavra escrita, cada verbo tornado eterno e ganhando vida conforme vou escrevendo.

O que acontece quando amamos alguém? Essa pessoa se torna parte de nós, preocupamo-nos mais com elas do que com o nosso bem estar. Para algumas pessoas ao menos é assim, para algumas pessoas que não suportam ferir alguém que ama. Será que o amor realmente dá razão a todas as atitudes infames?

Estou sozinha de novo, e pela primeira vez paro para escrever o que sinto, de forma tão clara, sobre alguém que nunca vai ler, sem que eu mostre, como não vou mostrar ficará assim, apenas um desabafo anônimo nas páginas empoeiradas de um blog.

É uma história de amor, mas também de morte, amor e mágoa, tristeza e solidão. Nascidos de algo tão bonito quanto a amizade. Se pode o ser humano que nasce de uma forma bela como o parto se tornar um assassino, por que a amizade não pode somente ferir?

A alguns anos eu pensava conhecer a tristeza, pensava que era sozinha, que tinha problemas, mas comparados a hoje, eu era feliz e não sabia. Agora entendo completamente essa frase. Sei que tudo está longo, mas são palavras necessárias. Você me ajudou na penumbra e me abandonou na escuridão.

Naturalmente me senti culpada, não acho justo culpar você. As pessoas vem e vão como os sonhos. Eu me enganei ao achar que você de alguma maneira se importava. Por que as vezes mandar um e-mail, uma carta, ou até mesmo um torpedo para perguntar se a pessoa que você diz amar, pode ser algo inútil, muito mais imprestável do que dormir mais 10 minutos.

Levo alguns minutos para escrever essa carta, estou mais triste do que quando comecei. E eu acho que esse é o fim. Pode ser exagero meu, você pode dizer que eu estou exagerando em não querer mais uma amizade, depois que houve uma promessa quebrada.

Você disse que estaria comigo na escuridão, que nunca me deixaria sozinha, e deixou, não por um dia, não por uma semana, mas por quase dois meses. Isso já é um pouco demais.

Por que prometer ficar com uma pessoa se não fica?

Promessas deviam ser feitas quando pudessem ser cumpridas, olhando para toda essa minha história, com você, eu noto que não temos idéia de quanto ferimos uma pessoa mesmo com algo que não nos fira nem um pouco.

É triste ver que até as amizades boas morrem.

Eu gostaria de saber, gostaria de entender, mas não consigo. Posso estar errada. Mas no meu esforço, mesmo com dias atarefados eu nunca esqueço quem eu amo, eu sempre me preocupo com todo mundo.

Por que? Pode parecer uma idéia fúnebre. Mas gostaria muito que ela ficasse na mente de cada pessoa que lesse isso daqui. LEIA, REFLITA E TORNE UM MUNDO A SUA VOLTA DIFERENTE. Um Breve Conto!

Um Breve Conto Real

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Um Rapaz se atirou dos trilhos do metro de São Paulo, ele andou a passos hesitantes até a borda, não olhou em volta, sua amargura o corria por dentro.

No mesmo instante, pessoas andavam ali, preocupadas com suas vidas, pensamentos ligados a mil, pensando no que iria comer, no filme que veria com o namorado, no tempo que teria para dormir, na hora que chegaria no trabalho e em qualquer coisa que fosse sua individual.

Longe dali a família do rapaz vivia suas rotinas, a mão vendo TV. Quem sabe os irmãos jogando jogos de botão, quem sabe alguma namorada sonhando em vê-lo de novo, tentando entender o que ele sentia, mas sem tempo para ligar... Amigos que não tiveram tempo de vê-lo ou ao menos de notar o quanto a tristeza o tornava escuro por dentro, como um buraco negro a engoli-lo.

Seu nome era Anônimo, ninguém que não o conhecesse sabia. Ele escondeu o capuz com o rosto, o motivo nunca será conhecido, nunca será imaginado, por que esconder o rosto? Para que ninguém visse a dor passar em seus olhos, fixados em um ponto antes do salto.

O metro chegou tremendo o chão, fazendo barulho enquanto ele era tomado pela adrenalina, por que assim que ele pulasse não teria mais volta, não teria mais salvação. Ele viu o primeiro vagão, o rosto do condutor, o último rosto visto em detalhes perfeitos.

Não foi no primeiro, nem no segundo, ele tinha que calcular exatamente quando saltar. Mas o metro passa rápido em câmera lenta em sua mente enquanto ele se programa. Então chegou o momento, ele salto vendo que estava feito, não tinha mais como se arrepender, estava escuro, ele mal sentiu sua cabeça tocar ao chão, seus olhos estariam fechados? Ele teria apertado-os forte para não ver a morte enquanto tentava pensar em alguém? Ou seus olhos encararam corajosamente a roda que lhe esmagou a cabeça em segundos?

Teria ele murmurado algo? Ninguém vai saber.

Mas a pergunta que fica... E as pessoas que o amavam e nada conseguiram fazer? Elas devem estar pensando agora: “Como eu não notei que ele estava triste? Por que eu não disse que o amava? Eu queria tanto ter ajudado, ter dito coisas? Feito coisas com e para ele? Mas e agora?”

Ele está num lugar onde nunca mais vai ser alcançado, por escolha própria.
Você sabe o que vai acontecer amanhã com todos os que você ama e não cuidou direito? Com os que você ama e está próximo? Até mesmo com você?

Não sabemos o dia de amanhã. Esse pode ser o seu último dia, pode ser o último dia daquele que você ama. É uma realidade... É um fato!

Diga tudo o que quer dizer para todo mundo, viva cada segundo como se fosse o último, e talvez você consiga fazer a diferença. E como diria a música semana que vem da Pitty: “Esse pode ser o último dia de nossas vidas, a última chance de fazer tudo ter valido a pena. Diga sempre tudo o que precisa dizer, arrisque mais para não se arrepender, nos não temos todo tempo do mundo.”

Aproveite suas 24 horas, pois elas não serão acumuladas.

Corredor

| segunda-feira, 16 de novembro de 2009 | 3 comentários |



Um corredor escuro, cheio de sombras nas paredes, um corredor sem fim...
As portas se fechando em um barulho atordoante, a cada novo passo, mais vento sempre fechando tudo.
Está escuro enquanto caminho, mas posso sentir, não posso ver, nem ouvir e nem falar.
Minha língua está presa por palavras que não posso dizer, por sentimentos que devem ser sufocados no fim do peito.
Sentimentos não foram para ser falados, ouvi muitas coisas, coisas velhas e novas.
Ninguém se importa com o que você sente, passa ou pensa... Disseram-me isso.
Eu me importo... Enganaram-me com isso.
É fácil enganar quem caminha no escuro, assim como é fácil enganar os que apenas sentem e não enxergam.
Ainda está de noite, há um som ao longe, um quicar de uma bola, é isso que eu sigo?
Um som sem significado no meio do nada onde tento achar sentindo.
O corredor me sufoca assim como os sentimentos entalados como papel na garganta apenas fazendo doer.
Paro apenas um pouco, para ver meu reflexo em um espelho, tenho apenas poucos anos. Mas estava escuro, e eu vejo um breve momento que estou enlouquecendo.
O som se duplica, se tornando cada vez mais quicares de bola, se tornando gritos.
não posso mais andar, não existe mais um corredor, apenas luzes e gritos piscando no espelho se partindo.
nada do que eu fui existe, nada do que eu sou é visto e o que eu vou ser é um mistério.
É fácil dizer que é loucura, melhor ainda culpar o outro... Assumir a culpa é raro, e eu carrego a culpa de todos.