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Vazio

| quarta-feira, 29 de abril de 2009 | 1 comentários |

Muitas vezes eu parei para olhar meu blog. Muitas vezes pensando em o que escrever? Nada me parece bom o suficiente... Escrever apenas o que as pessoas querem ler me fez ficar meio desanimada para escrever. Me perguntando muitas vezes quem lê e por que lê.
As pessoas tem objetivos diferentes, no fundo eu não escrevo para ninguém ler, se eu o fizesse teria propagandas espalhadas por ai do meu blog, o que não é o caso, o link do meu blog deixou de fazer parte do meu Orkut a tempos. Por que algumas pessoas deixaram de ser importantes e até mesmo deixar de existir.
É difícil entender os sentimentos dos outros. Mesmo por quem lê o que eu escrevo, afinal ninguém pode sentir melhor do que eu os desafios da vida.
É muito fácil falar, que o que eu sinto é besteira, que eu devia ser feliz por esse ou aquele motivo, que eu devia notar as coisas boas que eu possuo e dar valor a elas. Eu nem sei por que me sinto assim, nem como fazer para parar, por que as pessoas sempre tem que dar suas malditas opiniões sobre tudo? Por que ninguém pode simplesmente ouvir ou ajudar de uma forma que não pareça que eu TENHO A OBRIGAÇÃO de ser feliz e querer viver por qualquer outro motivo?
Eu me sinto perdida. Talvez essa seja a melhor colocação do que eu estou sentindo no momento. E se deixo escapar meu estado de espírito, estourando as vezes, ou quase sempre quando sinto alguém me cutucar, e a dor é tanta, é ruim e boa por que sinto que eu ainda estou viva e que não cai.
Me vejo sozinha em cima de um monte, onde o vento bate forte e nunca ninguém me ouve. Por que as pessoas tentam ignorar outras quando elas não estão bem, por que é menos problemático.
Se eu deixo escapar coisas como “Eu sei que sou inútil”. Ou como “Pode deixar que um dia vou deixar de atrapalhar a sua vida”. Não é por que eu quero que prestem atenção em mim, e sim por que eu estou tão fraca que não consigo mais fingir. Tenho a impressão que os dias estão ficando cada vez mais cinzas. E cada vez mais minha cabeça é preenchida por pensamentos nada bons. Eu sinto como se estivesse vivendo pendurada em uma corda, e com o braço doendo já.
Não me sinto mais confortável perto das pessoas, e todos os dias quando acordo... Inevitavelmente penso que é mais um tinha que eu TENHO que viver, que vai demorar muito para passar... E o quanto isso é insuportável.
Eu acordo de manhã, pensando em como seria bom não acordar. Não por sono mas por que não dá vontade de sair da cama. Ao me levantar e andar pelas ruas, minha mente se apaga um pouco, as vezes me concentrando em coisas como mangas ou livros, ou até mesmo dormir no metro. Meu sono está desregulado, eu queria não ter que conviver com as pessoas, e acabo evitando isso sempre que posso.
Sair para mim não tem nada de divertido. E algumas pessoas não entendem que eu simplesmente NÃO TENHO VONTADE de sair de casa, de ir a um barzinho, ou de dançar, tudo o que eu quero, ou queria, era poder ficar em casa. E nada parece ajudar, tudo apenas parece fazer com que eu sinta o quanto eu não queria estar aqui. O quanto tudo é insuportável e machuca, o quanto eu sou a par desse mundo. Onde viver para alguns parece tão fácil...
Eu cada vez sei menos explicar o que eu sinto, a minha vontade de explicar e ser compreendida está equiparada a minha vontade de sobreviver... Tudo cada vez é mais insuportável do que antes.


Perguntas Sem Resposta & Sem Sentido

| sexta-feira, 17 de abril de 2009 | 5 comentários |



Alguém sabe responder?
- Como se escreve zero em algarismos romanos?
- Por que os Flint Stones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?
- Por que os filmes de batalha espaciais tem explosões tão barulhentas, se o som não se propaga no vácuo?
- Se depois do banho estamos limpos porque lavamos a toalha?
- Por que quando aparece no computador a frase "Teclado Não Instalado", o fabricante pede p/ apertar qualquer tecla?
- Se os homens são todos iguais, por que as mulheres escolhem tanto?
- Se o vinho é líquido, como pode existir vinho seco?
- Por que as luas dos outros planetas tem nome, mas a nossa chamada só de lua?
- Por que quando a gente liga p/ um número errado nunca dá ocupado?
- Por que as pessoas apertam o controle remoto com mais força, quando a pilha está fraca?
- O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002, tem qualidade certificada por quem?
- Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo?
- Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola?
- Como foi que a placa "É Proibido Pisar na Grama" foi colocada lá?
- Por que quando alguém nos pede que ajudemos procurar um objeto perdido, temos a mania de perguntar: "Onde foi que você perdeu?
- Por que tem gente que acorda os outros para perguntar se estavam dormindo?
- Se o Pato Donald não usa calças, por que ele amarra uma toalha na cintura quando sai do banho ?

Perguntas sem sentido
1 - Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na cama, com a luz apagada e te perguntam: - Você tá dormindo?
- Não, tô treinando pra morrer!
2 - Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta: - Tá com defeito?
- Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
3 - Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva? - Não, vou sair na próxima.
4 - Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou? - Não. Sou sonâmbulo!
5 - Seu amigo liga para sua casa e pergunta: - Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!
6 - Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
- Você tomou banho? - Não, mergulhei no vaso sanitário!
7 - Você ta na frente da porta do elevador da garagem do prédio e chega um que pergunta:
- Vai subir? - Não, não, tô esperando meu apartamento descer pra me pegar.
8 - O homem chega à casa da namorada com um enorme bouquete de flores. Até que ela diz: - Flores?
- Não! São cenouras.
9 - Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta: - Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!
10 - Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: - Em dinheiro??
- Não, me dá tudo em clips!
11 - Você chega a um posto e para em frente de uma bomba somente de gasolina e o frentista pergunta: - Gasolina?
- Não, enche com tinta de caneta!

Butterfly

| quarta-feira, 8 de abril de 2009 | 1 comentários |

Ela não sabe o que é dor ou o que é sentir. Apenas se preocupa em desenhar uma borboleta mais bonita que a outra. Para agradar o Ted, o ursinho encardido que ela se rescusa a soltar. Ela não tem forma de menina, mas é parecida com uma mulher. Não como os meninos, eles não parecem homens. Mas ela parece uma miniatura de mulher.

Ela não pode mentir, está ela não sente. Ela não sabe nada além das Borboletas, elas preenchem o seu mundo e seus sonhos quando ela abre os olhos e vê as estrelas. Ela não tem nome, é apenas um ser descalço vagando pelo mundo por vagar.

E a sua escuridão cresce de dentro para fora escapando colorida por seus poros minúsculos. Ela não sente. Ela só sente o frio e o calor, só aquilo que ela toca, ela fotografa na memória qualquer uma das coisas que consegue ver.

Borboletas foram feitas para voar
Mas agora elas não voam... Não a vida toda.
Sonhos foram feitos para se realizar
Mas são esquecidos
A amizade foi feita pelo amor
Mas é cheia de terrorismo
Ela não sabe mentir estar feliz
Mas não diz a verdade
Tendo compaixão por quem não tem compaixão por ela
Borboletas foram feitas para nascer rastejando no chão como o instinto
Para voar como os sonhos
E morrer como a realidade

O que pensar da vida e daquele que sabemos que amamos?

| segunda-feira, 6 de abril de 2009 | 2 comentários |

“O que pensar da vida e daqueles que sabemos que amamos?”
Essa frase venho de uma música do Legião Urbana, L’aventura. E é algo que eu sempre me pergunto. O que pensar? O problema não é nem pensar é pensar no que pensamos sobre a vida, e aqueles que sabemos que amamos.
A minha vida está estranha, no mínimo. E eu penso em como a vida retroage. Por que? Bem, nós nascemos com a grande certeza que sabemos tudo sobre tudo. Quando criança, vemos o mundo de uma forma diferente. E a impressão que eu tenho, é que quanto mais eu cresço. Quanto mais madura eu fico, eu sei que não sei nada.
É como disse o filósofo uma vez, “Tudo o que sei, é que nada sei”. Isso nunca se fez tão verdade como agora.
É como se minha vida fosse um livro, escrito a grafite e eu fosse apagando dele páginas e mais páginas querendo deixar apenas folhas em branco.
As coisas tem se tornado mais uma obrigação do que um prazer. Eu tenho que ir a faculdade para obter notas e não decepcionar minha avó que me ama e cuida de mim.
Não é por que eu quero ir a faculdade. Isso é algo um tanto complexo. Eu quero ir para a faculdade. Estudar não é o problema. Eu gosto de estudar e sempre que estudo penso que nunca é o suficiente.
Estudar pode acabar sendo a válvula de fuga. Sabe, eu quero estudar mais para não pensar em como a minha vida está se tornando trevas e não por que quero um futuro melhor.
As vezes pensar em um futuro para mim, é estranho. Por que eu não vejo um futuro para mim. É como outra música do Legião, “Hoje eu sonhava agora já não durmo” Sereníssima, é a minha música. Antes eu tinha tantos planos que tinha medo de não dar tempo de executá-los. Hoje eu nem tenho planos, sonhos ou um futuro.
Sempre vai ter aquela voz para me dizer que não vai dar certo, e que a felicidade não é feita para mim.
O maior problema em viver é que eu não quero mais conviver. Isso é estranho, eu sei. Mas quando eu digo conviver, estou dizendo ir a faculdade com pessoas me analisando o tempo todo. Pessoas me vendo no metro, pessoas me vendo na rua e na faculdade.
Claro que elas não devem pensar muito bem de mim. Mas eu não penso bem delas. Eu não quero um contato social. Esse tem sido o problema. Todas as vezes que eu tenho que sair de casa, seja para o que for. Tem sido um terrível pesadelo.
Eu chego a me sentir mal. Me dá enjôo, dor de cabeça, eu tremo e sinto uma espécie de sensação de medo incontrolável.
Por enquanto eu tenho conseguido controlar isso só pelo desejo de estudar. Mas é só analisar a diferença. Antes eu ia para a faculdade, conversava e tentava me relacionar. Eu puxava assuntos e me infiltrava em assuntos alheios, tentando manter pessoas por perto. E era divertido, eu gostava de ter companhia.
Agora eu quase não falo, expressar minha opinião se tornou algo cansativo. Eu não quero sair por ai discutindo o por que das coisas. Não importa o que as pessoas pensam ou falam. Se eu achar o oposto também não importa por que o desejo de não ter relações sociais é maior que tudo.
As vezes é como se eu estivesse apodrecendo por dentro e ninguém visse. Por que talvez eu não deixo ver. Vai saber. Mas a minha maior vontade tem sido ficar na cama ou no meu quarto. Nem vontade de comer eu sinto, mais uma das coisas que eu faço por obrigação.
Meus pensamentos andam confusos demais, e a única coisa que eu queria era poder ficar a sós com eles. O fato é que viver tem sido uma obrigação bem desagradável. Me sinto sufocada no mundo, por que tem pessoas perto. Por que tem relações. O pior é saber que mesmo após escrever tanto, não consigo colocar tudo o que penso, e nem fazer com que sintam o que eu sinto. Palavras nunca passam todas as sensações. Me conformar com isso que é um problema.

L´Aventura
Legião Urbana

Composição: Indisponível

Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?

Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar pra trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro

Corri pro esconderijo
Olhei pela janela
O sol é um só
Mas quem sabe são duas manhãs

Não precisa vir
Se não for pra ficar
Pelo menos uma noite
E três semanas

Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto

Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero

E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber

Seu olhar
Não conta mais histórias
Não brota o fruto e nem a flor

E nem o céu é belo e prateado
E o que eu era eu não sou mais
E não tenho nada pra lembrar

Triste coisa é querer bem
A quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais

Não é desejo, nem é saudade
Sinceramente, nem é verdade

Eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender
Eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender